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Manutenção preventiva: como usar dados do ERP para reduzir paragens na produção

Descubra como usar dados do ERP na manutenção preventiva para antecipar falhas, programar intervenções e reduzir paragens na produção.

Mulher a realizar contagem de produtos numa prateleira para atualização do inventário.
Publicado em 9 minutos de leitura

Descubra como um ERP para a indústria pode integrar dados de produção, capacidade, qualidade, stock e compras para apoiar a manutenção preventiva e reduzir paragens.

Uma empresa industrial pode usar dados de produção, capacidade, avarias, qualidade, stocks, compras e custos para antecipar riscos e escolher o melhor momento para intervir. 

O ERP para a indústria não substitui necessariamente sensores, CMMS ou EAM, mas pode ligar estes dados às decisões operacionais.

  • Identificar equipamentos críticos antes de uma falha provocar uma paragem.
  • Programar intervenções quando o impacto na produção é menor.
  • Garantir peças, capacidade e recursos antes de iniciar a manutenção.

Uma paragem inesperada raramente afeta apenas a máquina que deixou de funcionar. 

Pode atrasar ordens de produção, gerar horas improdutivas, provocar entregas tardias e aumentar custos de compras urgentes.

Também pode criar problemas de qualidade. Uma máquina degradada pode continuar a produzir, mas gerar mais defeitos, retrabalho ou desperdício.

Por isso, a manutenção preventiva deve ser analisada em conjunto com a gestão da produção. 

Neste contexto, a questão deixa de ser apenas “quando devemos fazer manutenção?” e passa a ser “quando conseguimos intervir com o menor risco para o negócio?”.

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Manutenção preventiva ou preditiva: qual é a diferença?

A manutenção preventiva baseia-se em intervenções programadas antes da ocorrência provável de uma falha. Pode seguir períodos, horas de funcionamento, ciclos de produção ou recomendações técnicas.

A manutenção preditiva procura determinar quando uma falha poderá ocorrer, utilizando o estado real do equipamento. Pode recorrer a sensores, análise de vibração, temperatura, consumo energético ou outras variáveis.

Os dois modelos podem coexistir. Um ERP pode organizar o contexto operacional necessário para decidir quando intervir, enquanto um CMMS, EAM ou sistema de monitorização pode fornecer dados específicos sobre o estado do ativo.

Deste modo, a ligação entre sistemas é especialmente importante. Um alerta técnico só gera valor quando pode ser relacionado com a produção planeada, disponibilidade de peças, capacidade e custos.

Que dados de produção do ERP ajudam a antecipar riscos?

Os dados de produção do ERP permitem transformar informação operacional em decisões de manutenção. O ponto essencial é cruzar fontes diferentes, em vez de analisar cada indicador isoladamente.

Consulte na tabela abaixo alguns exemplos relevantes sobre a questão:

Fonte de informaçãoDecisão que permite melhorar
1. Planos e ordens de produçãoEscolher o momento de menor impacto para intervir
2. Capacidade e utilizaçãoIdentificar equipamentos sobrecarregados
3. Histórico de avariasDetetar recorrências e priorizar ativos críticos
4. Qualidade e retrabalhoRelacionar a degradação do equipamento com defeitos
5. Stock de peçasConfirmar a disponibilidade antes da intervenção
6. Compras e prazosAntecipar a aquisição de peças com prazos de entrega longos
7. Custos de produção e manutençãoComparar o custo da prevenção com o impacto da falha
8. Sensores, CMMS ou EAMAvaliar o estado real do equipamento

Um ERP para a indústria deve permitir consultar estes dados de forma integrada. O objetivo não é acumular informação, mas apoiar decisões concretas.

A gestão de stock em tempo real é particularmente relevante quando uma intervenção depende de peças sobresselentes críticas.

Como identificar os equipamentos críticos?

Um equipamento crítico é aquele cuja falha pode provocar um impacto significativo na produção, qualidade, segurança, custos ou cumprimento de prazos.

A análise deve combinar frequência de avarias, duração das paragens, capacidade perdida, alternativas disponíveis e impacto sobre clientes ou produtos críticos.

Por exemplo, uma máquina que falha três vezes por ano pode ser mais crítica do que outra que falha dez vezes. Tudo depende da duração da paragem e da existência de alternativas.

Uma abordagem simples consiste em atribuir uma classificação de criticidade a cada ativo. Pode considerar probabilidade de falha, impacto operacional, custo e tempo necessário para recuperação.

O histórico de avarias deve ser cruzado com ordens de produção e qualidade. Assim, a empresa consegue perceber quais os equipamentos que geram maior risco para o processo.

Uma máquina crítica não é necessariamente a que mais avaria. É aquela cuja falha cria maior impacto no negócio.

Como cruzar manutenção, produção, compras e stock?

A manutenção preventiva só reduz paragens quando a intervenção é executável. Isso exige disponibilidade de técnicos, tempo produtivo adequado e peças necessárias.

Imagine uma intervenção estimada em quatro horas. O plano de produção mostra que a máquina está ocupada durante os próximos cinco dias. O stock indica que existe uma peça crítica. Contudo, outra peça tem um prazo de entrega de dez dias.

A decisão deve considerar todas estas variáveis antes de marcar a intervenção. Pode ser preferível antecipar a compra da peça e programar a manutenção durante uma janela de menor utilização.

Este cruzamento também evita um erro frequente: programar manutenção sem garantir os materiais necessários.

Um ERP integrado pode relacionar produção, inventário e compras. Esta ligação reduz decisões baseadas em ficheiros separados e informação desatualizada.

Que indicadores devem acompanhar a manutenção preventiva?

Os indicadores devem mostrar se a empresa está a reduzir falhas e o impacto operacional das intervenções. O ideal é acompanhar tendências e não apenas valores isolados.

Por exemplo, o tempo médio entre falhas (MTBF) ajuda a perceber a frequência das falhas. O tempo médio de reparação (MTTR) mostra quanto tempo a empresa demora a recuperar um equipamento.

Também deve acompanhar as horas de paragem planeadas e não planeadas, o custo das paragens, o cumprimento do plano de manutenção e a disponibilidade de peças críticas.

Acrescente as incidências de qualidade associadas aos equipamentos e a capacidade produtiva perdida. Estes indicadores aproximam a manutenção do impacto real no negócio.

Um dashboard pode cruzar estes dados por equipamento, linha, período ou unidade industrial. Assim, torna-se mais fácil identificar tendências e decidir onde concentrar recursos.

A gestão de produção deve estar ligada a estes indicadores para que manutenção e operações trabalhem com os mesmos objetivos.

O que deve oferecer um ERP para a indústria?

Um ERP para a indústria deve centralizar ou integrar informação suficiente para apoiar decisões de produção e manutenção.

Deve permitir consultar planos e ordens de produção, capacidade, utilização de recursos, stocks, compras, custos e indicadores de qualidade. Também deve facilitar a integração com sistemas especializados de manutenção e fontes de dados industriais.

Não significa que o ERP tenha de substituir um CMMS, um EAM ou sensores. Pelo contrário, cada sistema pode cumprir uma função específica.

O ERP fornece o contexto empresarial. Os sistemas de manutenção podem gerir ordens técnicas e ativos. 

O Sage X3, por exemplo, disponibiliza funcionalidades de planeamento da capacidade, gestão de ordens de serviço, controlo do chão de fábrica e controlo da qualidade. 

Estas capacidades permitem relacionar a manutenção com o planeamento e a operação industrial, sem assumir que o ERP substitui um CMMS, EAM ou sistemas de sensores.

Checklist: a sua empresa consegue antecipar paragens?

Responda mentalmente às questões abaixo e fique com uma ideia do seu caso concreto:

  • Identifica quais são os equipamentos mais críticos para a produção?
  • Consulta o histórico de avarias e a duração das paragens de cada equipamento?
  • Relaciona as avarias com ordens de produção e incidências de qualidade?
  • Conhece a capacidade e o nível de utilização dos equipamentos?
  • Verifica a disponibilidade de peças sobresselentes antes de programar uma intervenção?
  • Consegue antecipar os prazos de entrega dos fornecedores?
  • Compara o custo da manutenção preventiva com o impacto de uma paragem?
  • Acompanha indicadores como MTBF, MTTR e horas de paragem não planeada?
  • Integra os dados de sensores, CMMS ou EAM com a informação do ERP, quando aplicável?
  • Consegue identificar uma janela de produção adequada antes de programar a manutenção?

Se não conseguir confirmar vários destes pontos, é provável que a informação esteja demasiado dispersa ou que ainda não exista uma ligação suficiente entre manutenção, produção, compras, stock, qualidade e custos.

A manutenção preventiva torna-se mais eficaz quando deixa de ser uma atividade isolada. Ao cruzar dados de produção, capacidade, avarias, qualidade, stock, compras e custos, a empresa consegue antecipar riscos, escolher melhores momentos para intervir e reduzir o impacto das paragens.

Perguntas frequentes

Um ERP substitui um CMMS ou EAM?

Não necessariamente. O ERP integra dados empresariais, enquanto CMMS e EAM podem assegurar funções especializadas de manutenção e gestão de ativos.

O ERP consegue fazer manutenção preditiva?

Depende da solução e da configuração. A manutenção preditiva pode exigir sensores e sistemas especializados, posteriormente integrados com o ERP.

Quais são os indicadores mais importantes?

MTBF, MTTR, paragens planeadas e não planeadas, custos das paragens, cumprimento do plano, disponibilidade de peças, qualidade e capacidade perdida.

Como reduzir paragens sem aumentar demasiado o stock?

Identifique peças críticas, considere os respetivos prazos de fornecimento e relacione o stock com a criticidade dos equipamentos e o risco de paragem.

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