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Inovação na distribuição: Um guia para enfrentar os desafios de 2021

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Trabalhador controla mercadorias

O comércio eletrónico tem sido um motor de mudança desde que a Amazon entrou nas nossas vidas em 1994. Poucos setores, além do setor do retalho, têm testemunhado tantas perturbações como o da logística.

Neste artigo exploramos oito tendências essenciais a que deve prestar atenção no contexto da logística last mile durante o próximo ano.

Dar prioridade à entrega no próprio dia

A McKinsey* informa que os consumidores, sobretudos os millennials, estão dispostos a pagar mais 30% por uma entrega no próprio dia, e ainda mais por uma entrega garantida.

Estima-se que as entregas no próprio dia atinjam 25% da quota de mercado até 2025, e com as sobretaxas a tornarem-se aceitáveis, as entregas transformam-se num núcleo de lucro próprio.

O aumento dramático das entregas em casa, provocado pelo coronavírus (COVID-19), deveria transformar a economia das entregas no próprio dia mais exequível.

Defina como quer entregar: no prazo previsto, integralmente, sem erros e sem contacto

Os clientes têm estilos de vida que não se adequam necessariamente aos dos condutores que fazem as entregas – sobretudo quando estão no trabalho no momento em que uma entrega chega a sua casa.

As escolhas dos consumidores incluem agora caixas de entrega, normalmente em lojas de conveniência ou garagens nas proximidades, procedimentos de devolução personalizados e a hipótese de mudar os tempos de entrega no último momento.

O objetivo é conseguir um equilíbrio entre o serviço e os lucros, a que um especialista em cadeias de fornecimento chama de «OTIFNENC** (na sigla inglesa), ou seja, no prazo previsto, integralmente, sem erros e sem contacto».

Reconfiguração do negócio das entregas

Alguns negócios são suficientemente grandes para assumirem partes do processo de entrega por completo. A Amazon, por exemplo, gere a sua própria companhia área e em 2019 fretou mais 15 aeronaves de carga Boeing 737.

Outras empresas partilham recursos (sobretudo no transporte rodoviário) para otimizar as flutuações na oferta e procura.

Finalmente, há indústrias inteiras que externalizam as entregas.

Uma espécie de autonomia

Estamos muito longe da completa autonomia dos veículos de entregas no que diz respeito à maior parte do processo de entrega e o last mile está no fim da fila.

O mais avançado é o Amazon Scout – mas está muito longe de responder às necessidades existentes e não se aplica a todos os contextos.

Os consumidores recebem os mesmos dados que os profissionais

Os recursos necessários para lidar com as chamadas e os emails de clientes que invariavelmente perguntam em que estado se encontram as suas encomendas são muito caros. Como tal, os parceiros de entrega têm todos os incentivos para manter os consumidores informados.

Graças à Internet das Coisas, que acompanha e partilha os dados ao longo da cadeia de fornecimento, é possível atualmente dar aos consumidores uma visão em tempo real da sua entrega por via de uma aplicação para telemóvel (e gerir as suas expectativas), como aquela a que a empresa tem acesso.

A «uberização» dos últimos 15 metros

O maior desafio das entregas, particularmente nas áreas urbanas, é encontrar um sítio onde seja possível descarregar sem ser multado, não caminhar mais do que seria esperado e, finalmente, encontrar um consumidor naquele que poderá ser um ambiente de um complexo de escritórios.

Se usarmos dados locais em tempo real, as redes de entregas sociais – redes ligadas entre si, mas informais, de pessoas e de informações relevantes – têm o poder de simplificar e, como tal, de reduzir o custo de oferecer resposta a este último segmento do processo.

Em ambientes urbanos muito densos, podemos mesmo apostar em talentos freelance que sirvam estas áreas muito específicas a pé.

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Como manter-se relevante e otimizar as operações num cenário cada vez mais lean.

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O que podem fazer os condutores aborrecidos? Vender

Com os veículos autónomos no horizonte, mas com a segurança a manter-se como eterno problema e os condutores a terem de entregar produtos, o papel futuro dos condutores poderá ser o de um vendedor «melhorado» por via da Inteligência Artificial.

Isto de acordo com a Susie Walker, que trabalhou na Veriship, uma plataforma de despesas de envio e que trabalha agora na empresa de solicitação de propostas RFP360, que afirma: «Aparentemente, os retalhistas estão a mandar artigos que a pessoa não encomendou, mas que eles pensam que a pessoa poderá querer recorrendo aos dados das compras. A transportadora tem a oportunidade de vender esses artigos no local.

Trata-se de pegar em artigos que foram encomendados no passado ou «artigos recomendados» nos quais o consumidor mostrou interesse fora do website e trazê-los à sua porta.»

Os próximos cinco anos serão ainda mais exigentes

Richard Blown, chefe da inovação na empresa especialista em entregas ao consumidor Hermes, pintou uma imagem frenética do comércio eletrónico em 2025 na Conferência dos Líderes em Logística de 2019***.

Blown afirmou: «As lojas físicas estarão completamente concentradas em oferecer uma experiência, combinando o retalho com a comida e as atividades de lazer, que o comércio online não pode oferecer.

A tecnologia imersiva, como a da realidade aumentada e da realidade virtual, irá esbater ainda mais as fronteiras entre o retalho físico e o digital para ajudar os consumidores a interagir com os produtos na própria loja.

No que se refere às expectativas de entrega, os consumidores vão esperar que os produtos sejam entregues antes de chegarem a casa». Mas, entretanto, apareceu o coronavírus.

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Saiba mais

O autor especializado em retalho Andrew Busby escreve na Forbes que a velocidade da inovação é tudo o que importa.

Busby afirma o seguinte: «Quanto mais informação sobre a COVID-19 tivermos, todos os parâmetros para os retalhistas continuarão a mudar, nada permanecerá estático no menor dos sentidos, de forma que as decisões e a ênfase na direção das viagens irão sofrer alterações quase diárias.

As estruturas horizontais, a rápida tomada de decisões e as operações ágeis serão os atributos de um negócio de retalho capaz de sobreviver, ao passo que a burocracia lenta, corporativa e onerosa irá levar muitos à falência.

Fontes:
* McKinsey
**OTIFNENC
***Conferência dos Líderes em Logística de 2019