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Mulheres de negócios em reunião

– Pode ajudar-me?                                               

– Claro.

– Para onde vai esta estrada?

– Para onde queres ir tu?

– Eu não sei. Estou perdida.

– Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve.

In Alice no País das Maravilhas

 

Por vezes na nossa vida laboral, e também na nossa vida pessoal, seguimos o ritmo que nos impõem mesmo sem darmos por isso. Por vezes, sentimos que o tempo passou num sopro, num piscar de olhos. Sentimo-nos frustrados, saturados, encurralados e até desesperados. Sentimos que podíamos ter chegado mais longe, que podíamos ter atingido outros resultados, que podíamos ter realizado outras conquistas. Mas… a Vida não tem sido tão generosa connosco como foi para com o nosso colega de carteira do secundário. A ele sim, a Vida lhe tem sorrido! Como é que ele consegue? Ele não só é bem-sucedido profissionalmente, como parece ter sorte com a família e com os amigos que tem. Até consegue ter um hobbie. É um felizardo.

Deixem-me dizer-vos que a Vida não sorri somente a alguns felizardos, os escolhidos! A Vida pode sorrir a qualquer um de nós. Mas, não vos vou mentir, a vida sorri preferencialmente àqueles que têm bem definidos os seus objetivos, sejam estes na esfera pessoal ou profissional. A questão é que estas pessoas têm a sua intenção muito clara e com isto, o seu foco e a sua energia estão também eles alinhados à concretização dos seus objetivos. Posso segredar-vos que o truque para atingirmos os resultados que pretendemos é muito simples e passa por assumirmos a responsabilidade pela nossa Vida. E isto não é nada mais do que tomarmos a iniciativa, não é nada mais do que passarmos do pensamento à ação, não é nada mais do que contribuirmos com ideias e não é nada mais do que assumirmos a nossa quota-parte da responsabilidade. Como disse anteriormente, é simples.

É importante que, em primeiro lugar, façamos uma reflexão a partir da qual possamos definir os nossos objetivos. Tão importante como esta definição de objetivos inicial, é a visualização clara e honesta dos resultados que queremos obter e o compromisso de que tudo faremos para os atingir. Deste modo, será fácil que mobilizemos a nossa energia na consecução dos resultados pretendidos. Uma das técnicas para atingirmos o que pretendemos, é declararmos a nossa intenção. Ao declararmos uma intenção, comprometemo-nos com ela e ao realizarmos este compromisso mobilizamos os nossos recursos na concretização dessa intenção. Para garantir que mantemos o foco e a intenção alinhados, podemos escrever num papel aquilo que esperamos que aconteça e podemos verificar com regularidade se os nossos objetivos estão a ser atingidos.

À medida que o tempo vai passando, devemos questionar-nos sobre o que estamos a fazer para conseguir atingir os resultados pretendidos; sobre como é que as nossas ações nos estão a aproximar ou a afastar do resultado que pretendemos atingir. Para nos aproximarmos dos resultados que pretendemos, é necessário que saibamos exatamente o que queremos. Realço que é o que queremos, em vez do que não queremos! Isto porque, ao declararmos aquilo que não queremos, estamos a colocar o foco nos aspetos de que não gostamos, nos problemas e obstáculos que imaginamos que irão surgir no caminho. Estamos a dar ênfase aos motivos pelos quais não queremos isto ou aquilo e trazemos ao de cima sentimentos e emoções limitadoras. Pelo contrário, se formos à procura dos motivos pelos quais pretendemos determinada coisa, orientamos as nossas forças no sentido da satisfação que acreditamos que vamos obter com ela. Isto, além de nos motivar a seguir em frente, traz ao de cima crenças potenciadoras, força de vontade, emoções positivas e novas ideias. Ou seja, este foco no positivo traz um boost de energia que nos ajuda a chegar cada vez mais perto daquilo que desejamos atingir.

Como vos disse atrás, uma das formas de atingirmos os resultados que pretendemos é assumirmos as nossas responsabilidades e para que possamos assumir estas responsabilidades devemos realizar um trabalho de autoanálise e de autoconhecimento. É importante que nos saibamos gerir a nós próprios antes de gerirmos os outros, é importante conhecermos aquilo para o que fomos feitos – o nosso propósito –, e é importante descobrirmos qual o maior impacto que podemos ter na nossa sociedade, na nossa organização e na nossa família.

Enquanto profissionais, no nosso período de reflexão e de autoconhecimento podemos colocar, entre outras, as seguintes questões:

  • Posso esperar que alguém tenha um desempenho ao seu mais alto nível, se eu não esperar o mesmo de mim?
  • Posso fazer algo excecionalmente bem? Qual o melhor uso que posso fazer dos meus conhecimentos e capacidades?
  • Estou a ocupar bem o meu tempo?
  • Como posso ser útil?

Peter Drucker, considerado o pai da gestão moderna, permite apoiar aquilo que foi sendo apresentado ao longo deste artigo. Ele vai um pouco mais longe e diz-nos que “quem se concentra na contribuição e se responsabiliza pelos resultados, mesmo que esteja num degrau hierárquico inferior, é na mais verdadeira aceção do termo um ‘gestor de topo’. Sente-se responsável pelo desempenho do todo”. Percebemos assim, que é essencial questionarmo-nos como podemos contribuir positivamente na nossa organização, como podemos ser úteis. Do seu livro “O gestor eficaz”, retirei algumas frases que vêm reforçar alguns dos aspetos já referidos:

  • a nossa responsabilidade primeira é a de determinar as nossas próprias competências diferenciadoras e em seguida, conduzirmos as nossas vidas e carreiras de acordo com essa orientação.
    Nesta frase temos presentes o propósito, a intenção e o foco. É da nossa responsabilidade sabermos o que nos diferencia dos outros, qual é o nosso propósito e a nossa singularidade, mantermo-nos focados, termos uma intenção clara e seguirmos o trilho delineado.
  • faça aquilo para que foi feito, mas faça-o sempre cada vez melhor. Extinga as suas fraquezas, mas apenas no contexto dos seus pontos fortes.
    Conhecermos as nossas fraquezas permite-nos ir trabalhando nelas para as podermos eliminar, mas o nosso foco não deve estar em eliminar as nossas fraquezas e sim em melhorarmos os nossos pontos fortes. Isto porque, para atingirmos os resultados delineados é necessário fazer uso de todas as forças disponíveis e é nas nossas forças que residem as verdadeiras oportunidades.
  • ninguém a não ser nós próprios se pode responsabilizar pelo modo como melhor trabalhamos e, quanto mais cedo o fizermos, maior será o número de horas bem utilizadas.
    Conheça o seu ritmo. É obvio que, dependendo da posição que ocupamos numa empresa, nem todos nós podemos fazer o horário que mais se adequa ao nosso ritmo biológico, no entanto, conhecer bem o nosso ritmo de trabalho e adaptar o nosso horário o máximo que pudermos a esse ritmo só nos trará vantagens.
    É mais produtivo de manhã? Aquando do seu planeamento de agenda, coloque as tarefas mais críticas na parte da manhã e deixe as tarefas mais mecânicas para a parte da tarde, por exemplo.
  • a preparação das reuniões deve ter em mente um propósito muito claro (por que motivo estamos a ter esta reunião?) e um acompanhamento disciplinado.
    O seu tempo e o tempo dos outros são valiosos. É essencial termos claros o foco e a intenção sempre que estivermos responsáveis por preparar uma reunião e sempre que participarmos de uma reunião. Uma reunião exige um dispêndio de tempo enorme, entre a sua preparação, o seu decurso e o seu follow-up, por isso, as mesmas devem ser bem planeadas, doseadas e os seus intervenientes bem escolhidos.
  • identifique o grande feito que mais contribuirá para a sua área e mobilize o necessário para que ele aconteça. Se a sua contribuição for única, terá prestado um ótimo serviço.
    Se nos concentramos na contribuição que podemos fazer, estamos a aliar o nosso propósito pessoal às necessidades da organização. Se para isso for necessário, podemos adequar a nossa forma de trabalhar e o peso que damos às prioridades que regem o nosso trabalho. Mas atenção, é importante que tenhamos sempre garantidas a nossa singularidade, os nossos valores orientadores e as nossas competências diferenciadoras.
  • ao início da manhã, todas as manhãs, defina os objetivos que vai atingir nesse dia.
    Para além dos grandes objetivos de Vida, é importante termos claros e bem definidos os objetivos a atingir em cada dia que se inicia. Todos os dias têm um valor enorme, independentemente de incluírem grandes eventos externos ou não. Se planearmos o nosso dia atendendo ao nosso ritmo biológico, valores e prioridades e deixando margem para imprevistos, estaremos mais perto do sucesso dia após dia.

A esta altura, acredito que todos vocês concordarão com aquilo que vos fui dizendo ao longo deste artigo: é simples atingirmos os resultados que pretendemos. Nunca vos disse que era fácil, disse sim que era simples. Vejamos: atingirmos os resultados a que nos propomos exige planeamento, compromisso, autorresponsabilização, autodisciplina e, acima de tudo, autoconsciência e, asseguro-vos, qualquer um de nós tem todos os recursos de que necessita para cumprir com estes pressupostos.

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Depois de tudo o que leu, se pudesse mudar alguma coisa para atingir os resultados que pretende, o que mudaria? Para responder a esta questão, apoie-se em ferramentas que lhe permitam analisar-se a si e aos seus objetivos, tal como se estivesse a analisar a sua concorrência. Pode socorrer-se, por exemplo, de uma:

  • análise SWOT, onde pode analisar as suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças;
  • análise SOSTAC, onde pode analisar qual é a sua situação atual, onde o vão levar os seus objetivos, qual a estratégia e as táticas que deve seguir, quais as ações que deve tomar e quais as coisas que pode controlar;
  • definição de objetivos SMART, para que os seus objetivos possam ser: específicos, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e com uma meta temporal delineada.

Com o apoio destas ou de outras ferramentas que nos ajudem a refletir nos nossos objetivos, podemos alimentar as oportunidades e isto é de suma relevância porque, o êxito provém da capacidade que temos de agir e de agarrar as oportunidades. Termino este artigo com a mesma provocação com que o iniciei: Sabe onde quer chegar, ou acha que sabe onde quer chegar?