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O Contabilista na era digital – Parte II

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Homem de negócios num escritório

É corrente, nos procedimentos contabilísticos, colocar-se a questão da obsolescência de bens do ativo das empresas. Este assunto poderá hoje também ser colocado, não aos bens do ativo de uma empresa, mas ao Contabilista. Será que a era digital tornará o Contabilista obsoleto?

Esta pergunta enquadra-se num contexto em que, segundo o matemático inglês Clive Humby, “os dados são o novo petróleo” e na afirmação de Gerd Leonhard, “a inteligência artificial é a nova eletricidade. Primeiro eletrificámos, depois digitalizámos, agora vamos cognificar”.

Cabe aqui recordar que, na década de setenta do século passado, os procedimentos contabilísticos assentavam no registo manual das operações, no Livro do Diário e do Razão, e no arquivo da documentação, em dossier por ordem cronológica.

A título de exemplo, para a execução destas tarefas existia a disciplina de Caligrafia ministrada nas escolas comerciais onde se formaram muitos dos contabilistas do século passado.

As rotinas contabilistas foram-se alterando. Passámos a eletrificar” a contabilidade. Alguns ainda se recordam das máquinas de contabilidade onde se inseriam fichas do razão para registar as operações económicas realizadas pelas empresas.

Nos últimos anos, com a evolução das Tecnologias da informação, o Contabilista tem de saber tirar partido do novo petróleo”, que são os dados existentes no sistema de informação, em que se tornou a Contabilidade.

Para que o Contabilista não venha a ficar obsoleto é importante que se habitue a explorar toda a informação existente nas bases de dados dos sistemas de informação.

Deixo-vos apenas algumas questões sobre o conjunto das empresas de que são responsáveis:

  • Quantas aplicam o Normativo Contabilístico das Microentidades (NCRF – ME)?
  • Quantas aplicam o Normativo Contabilístico das Pequenas Entidade (NCRF – PE)?
  • Quantas aplicam as 28 Normas Contabilistas de Relato Financeiro (NCRF)?
  • Quantas aplicam a Norma Contabilística e de Relato Financeiro para Entidades do Setor Não Lucrativo (NCRF – ESNL)?
  • Quantas empresas apresentam o Capital Próprio Negativo?
  • Qual a estrutura de gastos das empresas em função do volume de negócios?
  • O Plano de Contas de cada empresa está em sintonia com o Normativo Contabilístico adotado?
  • Quanto tempo despendo na execução em cada uma das contabilidades de que sou responsável?
  • Comparo o gasto que incorro com o rendimento que usufruo, em cada uma das contabilidades que estão sobre a minha responsabilidade?

Para estas questões teremos de ter resposta imediata. As respostas a estas perguntas não podem ser vagas (tenho uma ideia, devem ser …) mas devem ser precisas e concisas.

Como afirmei anteriormente, a era digital será muito mais estimulante para o Contabilista, assim ele esteja desperto para tirar partido do novo petróleo do século XXI, que são os dados que o sistema de informação, que é a contabilidade, possui.