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Que perfis de trabalhadores são exigidos em 2023

RH e Liderança

Que perfis de trabalhadores são exigidos em 2023

Depois de, no arranque de 2022, termos tido um vislumbre de regresso à normalidade e a uma certa estabilização após a pandemia, rapidamente a invasão da Ucrânia pela Rússia deitou tais esperanças ‘por água abaixo’. Hoje, as empresas e os seus recursos humanos têm de gerir o forte impacto no custo de vida dos elevados níveis de inflação atuais e a contração económica consequente.

Por outro lado, o trabalho como o conhecemos tem vindo a mudar e vai mudar ainda mais, o que significa que, neste 2023 que agora se inicia, há competências que continuarão a ganhar relevância e que conduzem a um determinado perfil de trabalhadores em quem o mercado estará focado.

A cada dia que passa surgem novas indústrias, o conceito de ‘local de trabalho’ está a mudar rapidamente e o desenvolvimento tecnológico, que prossegue a todo o gás, é, ao mesmo tempo, uma preciosa ferramenta e uma ameaça para os trabalhadores.

As empresas têm vindo a interiorizar progressivamente que, num mundo como o atual, são as capacidades relacionadas com a inteligência emocional ou as competências sociais que permitirão que os trabalhadores tenham a flexibilidade e adaptabilidade necessárias para responder à velocidade de mudança e inovação dos dias de hoje. Isso passa, não só, por incorporar estes requisitos nos processos de recrutamento, mas também por promover o desenvolvimento deste tipo de competências nos trabalhadores já pertencentes às empresas.

Ainda que as competências técnicas continuem a ser importantes, espera-se que os trabalhadores sejam detentores de ‘soft skills’. É o caso da capacidade de adaptação, pensamento crítico e resolução de problemas, das competências de comunicação, liderança e trabalho em equipa e da criatividade e inovação. Os trabalhadores dependerão, cada vez mais, destas capacidades para conseguir sobreviver num mundo em permanente mudança.

Em lugar de processos de contratação tradicionais, em que a seleção assentava prioritariamente na experiência profissional e currículo académico, as competências pessoais ganham agora lugar de destaque. As empresas precisam de trabalhadores que respondam a necessidades que dificilmente permanecerão iguais ao longo do tempo, parte das quais as equipas de gestão não são sequer capazes, à data de hoje, de antecipar.

Responder ao desenvolvimento tecnológico e à constante inovação

Mas não são apenas as ditas ‘soft skills’ que contam. Face às mudanças tão rápidas que vão acontecendo e, em particular, à permanente inovação tecnológica, é exigido cada vez mais aos trabalhadores que saibam estar em constante espírito de aprendizagem. Se o mundo não está estagnado (muito pelo contrário), tão pouco se espera que os recursos humanos o estejam.

Por outro lado, as empresas trabalham e utilizam dados – cada vez mais dados – diariamente. Seja qual for a área de atividade dos trabalhadores, saber analisar esta informação e tirar partido dela é hoje crucial. Permite a tomada de melhores decisões, traz competitividade às empresas e promove a geração potencial de maiores receitas. 

À medida que o desenvolvimento tecnológico se intensifica e evolui, a literacia digital é outra competência cada vez mais crítica. Saber encontrar, analisar e comunicar informações de diversas formas em várias plataformas é hoje quase um requisito de base em muitas áreas de atividade.

Relatório HR em 2030

Cinco tendências que os líderes de gestão de pessoas progressistas necessitam de conhecer para estar um passo à frente.

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Impacto da pandemia na mentalidade laboral: um caminho sem retorno

Dito tudo isto, nem o difícil momento que sobretudo as economias europeias atravessam fará recuar as empresas e a gestão dos recursos humanos a padrões pré-pandémicos.

O trabalhador de 2023 quer cada vez mais garantir a conciliação entre o desenvolvimento pessoal e profissional, esperando que exista um investimento das empresas no seu crescimento, não só de acordo com as necessidades destas, mas também com as dos próprios trabalhadores.

Por outro lado, passámos definitivamente de um mundo onde predominava o trabalho desempenhado exclusivamente no espaço físico da entidade empregadora – fosse ou não necessária tal presença – para um modelo híbrido. Para os trabalhadores, a flexibilização de horários ou o trabalho à distância estão para ficar e as mudanças podem não ficar por aí. O sentido será, tendencialmente, o da concessão de cada vez mais autonomia aos trabalhadores. Isto implica uma mudança de métodos de trabalho quer para empregadores quer para funcionários. Mas se o caminho é de maior liberdade, o mercado de trabalho esperará, em contrapartida, uma postura menos passiva na forma de trabalhar que ultrapasse o mero cumprimento de instruções. Este será também, cada vez mais, o trabalhador do futuro.

Em 2023 e nos anos que se avizinham, ter em atenção aquele que é o perfil de trabalhador necessário às atuais necessidades do mercado importa não só para quem está no mercado de trabalho, mas também, seguramente, para as empresas. Apostar na contratação ou formação destes trabalhadores é, sem margem para dúvida, um investimento que as empresas farão no seu nível de competitividade das empresas e uma garantia acrescida de sucesso do negócio.