Lisboa, 19 de maio de 2026 – A cibersegurança é considerada uma das principais prioridades estratégicas para as PME em todo o mundo. No entanto, em Portugal, muitas organizações continuam expostas a ataques, apesar do aumento do investimento. É o que revela o novo estudo encomendado pela Sage, líder em tecnologia de contabilidade, finanças, recursos humanos e processamento salarial para PME.
O estudo, conduzido pela IDC e intitulado SMBs in the Age of AI: Navigating cyber complexity and building resilience (baseado num inquérito global a 2,210 PME, incluindo uma amostra dedicada de 100 empresas em Portugal), revela que o país apresenta um perfil de segurança menos maduro do que a média global, com níveis de incidentes mais elevados e interrupções significativas mais comuns.
Mais incidentes e um fosso na maturidade da gestão
O impacto do cibercrime é mais severo em Portugal do que no resto do mundo. Enquanto a nível global mais de metade das empresas (54%) não registou qualquer incidente no último ano, em Portugal esse número desce para os 43%. Consequentemente, as empresas portuguesas sofrem mais perturbações: 39% enfrentaram incidentes menores (mas resolvidos rapidamente) e 16% registaram incidentes que causaram disrupções significativas no negócio (contra apenas 11% da média global).
Os dados mostram que o grande desafio das empresas portuguesas está na execução e estrutura de gestão:
IA acelera a pressão sobre uma segurança já fragilizada
A adoção da IA está a intensificar a pressão de cibersegurança sobre as PME portuguesas, com os níveis de preparação a revelarem-se ainda insuficientes face aos riscos emergentes.
No que toca ao nível atual de segurança das aplicações baseadas em IA, o cenário nacional concentra-se esmagadoramente nas fases inicias:
Os principais desafios na proteção das aplicações de IA em Portugal mostram que as empresas nacionais sofrem com as mesmas dores estruturais do mercado global:
Como resposta, as principais salvaguardas para os riscos e ameaças da IA que as empresas portuguesas estão a tentar priorizar alinham-se com as melhores práticas internacionais: a criação de uma política clara de utilização de IA (43%), o recurso a ferramentas de IA aprovadas e dotadas de controlos administrativos (34%) e a realização de testes antes do lançamento das ferramentas (33%).
Gustavo Zeidan, Chief Information Security Officer da Sage, afirma: “Muitas PME estão entusiasmadas com o potencial da IA, mas procuram formas simples e práticas de a adotar de forma segura, à medida que as ameaças se tornam mais sofisticadas. As empresas não devem ter de escolher entre inovação e segurança. Ao facilitarmos a implementação da cibersegurança através de produtos secure-by-design, orientações mais claras e colaboração entre a indústria e governos, podemos ajudar as PME a construir resiliência, a inovar com segurança e a crescer ao seu próprio ritmo.”
Joel Stradling, Senior Research Director, European Security na IDC, acrescenta: “O estudo sugere que muitas PME ainda acreditam que não são o alvo principal de ciberataques, apesar de as ameaças serem cada vez mais complexas e generalizadas. A IDC recomenda que as PME integrem a cibersegurança nas iniciativas de IA desde o início e adotem uma abordagem transversal a toda a organização para a ciber-resiliência. As empresas que fecharem o fosso entre as ambições de crescimento e a preparação tecnológica estarão na melhor posição para construir uma confiança digital de longo prazo com clientes, parceiros e investidores.”
Para mais informações sobre a investigação e abordagem da Sage à cibersegurança, por favor, visite o Trust and Security Hub da Sage