RH e Liderança

Licenças parentais e ausências no trabalho: O que pode mudar na gestão de RH

Saiba como as ausências no trabalho e as novas licenças parentais afetam a gestão de RH e exigem adaptação de políticas e processos.

Rapaz a trabalhar no seu portátil
6 minutos de leitura

A revisão do Código do Trabalho prevê mudanças nas licenças parentais e nas ausências no trabalho. As empresas terão de adaptar processos e políticas internas.

  • A revisão do Código do Trabalho prevê mudanças no regime das licenças parentais e das ausências no trabalho relacionadas com responsabilidades familiares. A proposta ainda aguarda aprovação final. 
  • Para as empresas, estas alterações implicam adaptação de processos internos, revisão das políticas de RH e maior planeamento da gestão de equipas.

Entre as alterações laborais em análise, as mudanças nas licenças parentais e nas ausências por responsabilidades familiares assumem particular relevância. O novo enquadramento poderá exigir ajustes significativos na gestão interna das empresas.

PARTILHE! As novas licenças parentais e ausências no trabalho exigem planeamento estratégico: flexibilidade e políticas claras tornam a empresa mais competitiva e atrativa.

Índice do post

Prepare a sua empresa para as mudanças nas licenças parentais e ausências no trabalho. Simplifique a gestão de RH, organize ausências e garanta conformidade com o apoio do Sage HR.

O que muda nas ausências no trabalho e nas licenças parentais

Uma das principais alterações previstas incide sobre o regime das licenças parentais. De acordo com a proposta, o modelo passa a assentar numa combinação entre um período base obrigatório e períodos adicionais opcionais, dependentes da partilha entre os progenitores.

O período inicial mantém-se nos 120 dias obrigatórios, podendo ser alargado até um total de 180 dias caso ambos os progenitores optem por utilizar dias adicionais. A lógica subjacente é incentivar a partilha da licença entre mãe e pai, concentrando parte do benefício na utilização conjunta do tempo disponível.

Na prática, o regime deixa de depender apenas da escolha de uma licença longa ou curta. Passa a funcionar por blocos acumuláveis, introduzindo maior flexibilidade e complexidade administrativa. A gestão destas ausências no trabalho passa a exigir maior previsibilidade na substituição de funções, redistribuição de tarefas e reorganização temporária das equipas, sobretudo em estruturas de menor dimensão.

Novo regime das ausências no trabalho

Além da licença parental, a proposta prevê alterações no regime das ausências relacionadas com a parentalidade e com situações familiares específicas, como consultas médicas de crianças, amamentação, lactação, assistência a familiares dependentes e luto gestacional. Estas ausências no trabalho passam a ser consideradas, em vários casos, como tempo de trabalho efetivo, sem perda de direitos nem salário.

No caso da dispensa para amamentação, o regime atualmente em vigor não estabelece um limite temporal rígido, dependendo da necessidade da mãe e da comprovação clínica. A proposta introduz um limite máximo associado à idade da criança, até aos dois anos, e prevê a necessidade de apresentação periódica de atestado médico para manutenção do direito. Esta alteração uniformiza critérios, mas introduz uma delimitação temporal que não existe no regime atual.

Relativamente ao luto gestacional, a proposta clarifica e autonomiza o regime de faltas associadas à perda gestacional, enquadrando-o num conjunto específico de ausências no trabalho justificadas, equiparadas a tempo de trabalho efetivo. O objetivo é harmonizar este regime com outras faltas por motivo familiar, definindo prazos e condições mais precisas.

De forma geral, várias destas ausências no trabalho passam a ser expressamente equiparadas a tempo de trabalho, sem perda de direitos remuneratórios, o que implica maior rigor nos sistemas de registo, validação e acompanhamento por parte das empresas.

Importa sublinhar que estas alterações resultam de uma proposta legislativa ainda em fase de discussão parlamentar. Até à aprovação final e publicação em Diário da República, mantêm-se em vigor as regras atuais previstas no Código do Trabalho.

Principais impactos das mudanças legais nas empresas

Para as empresas, estas mudanças requerem políticas claras de reporte e gestão, bem como sistemas de organização internos capazes de lidar com ausências no trabalho frequentes sem comprometer o funcionamento diário.

  • Planeamento de RH e cobertura de funções
    A flexibilização das licenças parentais obriga as empresas a antecipar substituições, gerir escalas de trabalho e reorganizar tarefas críticas, garantindo que a operação diária não é comprometida.
  • Gestão de ausências estruturada
    Com ausências no trabalho equiparadas a trabalho efetivo, os gestores precisam de sistemas claros para reporte, registo e acompanhamento, evitando conflitos e garantindo cumprimento legal.
  • Retenção e motivação de talentos
    Políticas de flexibilidade familiar fortalecem a relação entre empresa e colaboradores. Equipas valorizadas pela conciliação entre vida profissional e pessoal tornam-se mais envolvidas, produtivas e fiéis à organização.
  • Adaptação tecnológica e processos internos
    Softwares de gestão de RH, como Sage HR, tornam-se essenciais para controlar licenças parentais, ausências e horários flexíveis, permitindo decisões mais rápidas e fundamentadas.
  • Cultura organizacional e liderança
    Líderes preparados para gerir equipas em contextos flexíveis garantem melhor integração das novas regras, promovendo comunicação eficaz, motivação e produtividade contínua.

Boas práticas para integrar as mudanças

A adoção de boas práticas permite às empresas minimizar impactos na produtividade, apoiar colaboradores em momentos críticos e manter um ambiente de trabalho organizado e motivador.

  • Definir políticas claras de ausências no trabalho com regras transparentes para acompanhamento de licenças parentais.
  • Reforçar comunicação interna, explicando os direitos e deveres dos colaboradores.
  • Utilizar sistemas de RH digitais, capazes de planear escalas, substituições e monitorizar horas de trabalho.
  • Criar programas de formação para líderes, garantindo que todos compreendem o enquadramento legal e sabem gerir equipas com flexibilidade.
  • Avaliar regularmente os impactos das mudanças, ajustando processos e garantindo que a produtividade não é comprometida.

Comunicação interna e envolvimento dos colaboradores

Garantir que os colaboradores compreendem e se sentem envolvidos nas novas regras de licenças parentais e ausências no trabalho é essencial para que as alterações sejam implementadas de forma eficaz. Uma comunicação clara e consistente ajuda a reduzir dúvidas, aumenta a adesão às políticas e promove um ambiente de confiança. É fundamental que os responsáveis de RH expliquem os direitos e deveres de cada colaborador e criem canais para esclarecer dúvidas e promover o diálogo.

Além disso, envolver os colaboradores na adaptação às novas regras contribui para uma cultura organizacional mais transparente e colaborativa. Programas de formação, reuniões informativas e atualizações regulares sobre políticas de RH ajudam a consolidar o entendimento e a aplicação correta das licenças parentais e ausências no trabalho, fortalecendo a motivação e o compromisso de toda a equipa.

A reforma do Código do Trabalho coloca as licenças parentais e ausências no trabalho no centro das preocupações de RH. As empresas devem adaptar políticas, processos e cultura organizacional.

Implementar soluções estratégicas e tecnológicas, como o Sage HR, ajuda a acompanhar a legislação, manter eficiência e oferecer um ambiente de trabalho atrativo.

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