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As oportunidades do Big Data

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A cada segundo que passa, é gerado um volume sem fim de dados, em todo o mundo. A circulação e geração de dados sempre existiu, mas a evolução digital e tecnológica, que veio trazer recursos tecnológicos como os smartphones e a Internet, faz com que a velocidade a que estes são gerados seja incomparavelmente superior. Se este volume imenso de informação – sob a forma de texto, áudio, imagens ou vídeo – chegou a ser sinónimo apenas de custos e sobrecarga para as empresas, hoje, cada vez mais, estes dados podem significar oportunidades de negócio. O desafio reside, como sempre, em saber fazer com que assim seja.

 

A ‘torrente’ de dados gerados em todo o mundo, todos os dias, tem várias origens – a começar pelos dados gerados por via das redes sociais ou de motores de pesquisa como o Google, que dizem muito quanto ao comportamento das pessoas. A estes dados juntamos os gerados pelas próprias empresas, relativamente aos seus recursos humanos, dados financeiros ou fluxos com o exterior. Todos nos dão muita informação que, consoante o ramo de negócio de cada empresa, se pode traduzir, idealmente, em alguma forma de retorno, mas, de uma forma geral, permitem saber mais sobre como se comportam e de que gostam e não gostam os consumidores, como se move o mercado, que novas tendências estão a surgir, por onde andam e como funciona a concorrência.

 

Mas não são apenas os dados do exterior que trazem informação e benefícios. Há ineficiências, deteção de problemas ou melhorias de funcionamento interno que podem advir de uma maior capacidade de lidar com os dados internos disponíveis.

Retirar ilações dos dados existentes implica saber o que se quer e o que pode ser relevante para cada empresa (o que vai, necessariamente, divergir consoante a natureza do negócio, a sua estratégia e mesmo a sua dimensão) e, dessa maneira, obter um conhecimento que se poderá revelar crucial, a nível processual ou mesmo estratégico.

 

Ter bem presente o que vai interessar tratar – e para que finalidades em concreto – é fundamental para uma melhor perceção do que vale a pena reter, de entre toda a informação disponível, para, assim, poder escolher as ferramentas e plataformas para uma boa gestão desses dados mais significativos. Desta forma, em lugar de haver uma dispersão excessiva – o que não é difícil se pensarmos na quantidade de dados que se vão acumulando todos os dias -, os dados devem ser vistos como instrumentos ao serviço de necessidades específicas das empresas, sejam elas internas, relativas ao negócio ou mesmo à concorrência.

 

Com este foco em mente, outra questão pode ser relevante. O tratamento de dados é trabalho para profissionais da área e, por isso mesmo, há que saber escolher os parceiros e fornecedores certos, de maneira a garantir bons resultados na seleção e gestão da informação relevante para os objetivos da empresa. Tendo presente, em simultâneo, que, consoante o caso, as skills de tratamento de dados necessárias podem ser muito diversas. Ter, interna ou externamente, um leque variado de valências de data analytics é mandatário para qualquer empresa da atualidade. Assim, a capacidade de gerar valor a partir dos dados de que se dispõe depende muito do que fazemos com eles.

 

O potencial de evolução do Big Data em Portugal passa, inevitavelmente, pelo contexto europeu vigente, ou seja, pela existência ou não de um ambiente mais propício ao crescimento do mundo digital. Bem a propósito deste artigo, Bruxelas avançou muito recentemente com uma proposta de criação de um mercado único de dados pessoais, na União Europeia (UE). O objetivo é criar um ambiente de confiança e segurança com vista ao surgimento de “um verdadeiro mercado único de dados, onde as informações pessoais e não pessoais (incluindo dados confidenciais e sensíveis) estejam seguras e às quais as empresas e o setor público têm fácil acesso”, referiu a Comissão Europeia no passado mês de fevereiro. Esta estratégia, intitulada ‘Moldar o futuro digital da Europa’, assenta no pressuposto de que a informação a circular terá sempre o aval dos cidadãos e prevê medidas visando temas como os dados pessoais, a inteligência artificial e a cibersegurança.

 

Ainda que o Big Data surja muitas vezes associado a grandes empresas, não são precisas dimensões empresariais ‘astronómicas’ para que se possa pensar em tirar partido das potencialidades que a partilha de grandes volumes de informação possibilita. Para reduzir custos, aumentar a eficiência, fomentar maiores retornos, inovar ou abrir a porta a novos mercados, esta é uma ferramenta que não se deve, de forma alguma, ignorar.