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Empresas Inovadoras são mais competitivas

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Portugal passou a integrar, em 2020, o grupo dos países fortemente inovadores no EIS. Qual o contributo do Investimento em I&D, e benefícios fiscais associados, para esta classificação?

A despesa total em I&D em Portugal foi de 3 mil milhões € em 2019, representando 1,4% do PIB nacional desse ano, segundo dados da DGEEC (Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência), como resultado do IPCTN (Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional). Este valor representa um crescimento de 8% em relação à despesa em I&D do ano anterior.

As empresas, com um crescimento consistente desde 2015, atingiram um máximo histórico de 1,6 mil milhões € em 2019, ou seja, 52,5% do total das despesas em I&D em Portugal. Este valor representa 0,74% do PIB deste ano. Este valor representa, ainda, uma diferença de menos 0,75 pontos percentuais em relação à UE27, constante desde 2015. Isto quer dizer que, na comparação com a UE27 verifica-se existir, ainda, um longo caminho a percorrer.

Será que os benefícios fiscais contribuem positivamente para o esforço crescente das empresas em matéria de Investigação e Desenvolvimento?

Foi declarado, em 2019, um valor recorde de 1,2 mil milhões € de despesas em I&D, em candidaturas no âmbito do SIFIDE, representando um aumento de 41% em relação ao ano anterior, por contraponto com um crescimento de 14% declarado no âmbito do IPCTN. Este valor de investimento traduziu-se em 255 milhões € de dedução à coleta do IRC relativamente a SIFIDE em 2019, sendo atingido um novo recorde. Constata-se, então, que as empresas estão a aproveitar melhor as ferramentas fiscais que apoiam a atividade de I&D.

E a propensão para a inovação em Portugal também contribui positivamente? O EIS (European Innovation Scoreboard) apresenta uma análise comparativa dos Sistemas de Inovação internacionalmente. Baseia-se em 27 indicadores que incluem aspetos como as atividades de inovação nas empresas, o investimento em investigação e inovação ou os recursos humanos.

Portugal passou a integrar, pela primeira vez em 2020, o grupo dos países fortemente inovadores no EIS, subindo ao 12º lugar no ranking dos países mais inovadores da UE27. Quer dizer que Portugal integra, agora, o terceiro de quatro níveis de classificação do Sistema de Inovação.

De acordo com o relatório do EIS relativamente a 2020, o Sistema de Inovação Português tem classificação acima da média da UE em indicadores como: publicações científicas em coautoria; penetração da Banda Larga nas empresas; número de estudantes internacionais de doutoramento; registo de marcas comunitárias; despesas com inovação não-tecnológica; percentagem de empresas com formação em TIC; percentagem de PME com inovação de produtos/processos e marketing/organizacional; percentagem de PME inovadoras que colaboram com outras PME; emprego em empresas de elevado crescimento de setores inovadores.

Portugal encontra-se abaixo da média europeia em indicadores como a disponibilidade de capital de risco privado, investimento em I&D pelas empresas, registo de patentes ou as exportações de serviços intensivos em conhecimento.

Verifica-se então que é importante continuar a ajudar as empresas no seu esforço de investimento em I&D para melhorar ainda mais estes indicadores.

Complementarmente, a COTEC, em parceria com o sistema financeiro português, criou o Estatuto Inovadora COTEC, em que se pretendem atribuir vantagens a empresas que materializem o seu potencial de inovação em crescimento e robustez financeira.

Mais um sinal positivo de uma Entidade com um  papel relevante no Sistema de Inovação português para ajudar as empresas a reforçar o seu investimento em I&D.

É um facto que, ter um conhecimento claro do mercado, do estado da arte da área onde uma empresa atua e, não menos relevante, dos problemas e desafios técnicos ou de processo existentes, tanto a nível interno como externo, torna-se vital para a competitividade das empresas.

Este conhecimento só é passível de obter com um trabalho profundo e devidamente estruturado. É por isso importante contar com uma equipa, interna ou externa, que proporcione a orientação especializada para identificar e avaliar as oportunidades existentes e, com base nestas, elabore a estratégia de I&D a médio prazo e respetivo plano de ação. Desta forma ficam definidas as prioridades quanto ao desenvolvimento de produtos, processos e tecnologias que permitirão dar resposta às ambições da empresa, alavancando a sua competitividade e capacidade de inovação.

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