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A escassez de talento especializado no setor industrial

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Trabalhadores numa fábrica

Numa altura em que o talento especializado parece escassear, um estudo da Sage aponta a melhoria da formação dos trabalhadores e novas práticas de recrutamento como fatores chave para ser bem-sucedido na “guerra pelo talento”.

Pode parecer um contrassenso, mas, num mundo cada vez mais globalizado, o talento escasseia e o setor da produção por processos não é exceção, especialmente se tivermos em conta a especialização que o setor exige.

De acordo com números fornecidos pela Deloitte, para satisfazer a procura, os EUA teriam que gerar 4,6 milhões de postos de trabalho relacionados com a indústria da produção por processos, ao longo dos próximos 10 anos. Ainda assim, 2,4 milhões destes lugares poderiam ficar por ocupar.  Perante este cenário, há uma questão que se impõe: como ser bem-sucedido nesta “guerra pelo talento”?

Não existe uma resposta certa, mas é possível extrapolar. Se há quem aponte como tendência a substituição de pessoas por automatismos, um estudo realizado pela Sage aponta uma realidade bem diferente. Este estudo diz mesmo que passaremos de uma fase de dar resposta às máquinas ou realizar tarefas repetitivas para uma gestão das máquinas inteligentes, interpretação de dados e identificação de oportunidades estratégicas que as novas tecnologias oferecem. E estas são as competências avançadas que escasseiam nas empresas do setor.

O desafio de identificar as competências no setor da produção

Tendo por base as respostas de 900 decisores de topo do setor da produção por processos nos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, o estudo conseguiu determinar a (im)preparação do setor face à necessidade de enfrentar uma “guerra pelo talento”.

Duas em cada cinco pessoas que responderam ao questionário manifestaram que a criatividade é mais importante que a competência técnica, sublinhando dessa forma a relevância da visão e das capacidades de resolução de problemas para desenvolver novos produtos e entrar em novos mercados.

Se já identificou a necessidade de um talento em particular para a sua empresa, está no caminho certo. Mas tenha em mente que, depois de lutar para conseguir encontrar o talento que necessita, terá que preparar a sua empresa para o passo seguinte. A melhor forma de o fazer é aproveitar as forças tanto de pessoas como máquinas e, com isso, aceitar o desafio de alterar a sua estrutura organizacional e os seus processos.

Como explica Hazel Copeland, CFO de Woldmarsh, esta será a chave para a resolução de grandes problemas, “apesar da importância que temos conferido aos robots, à IA e à automação”. “As pessoas são peças fundamentais para a indústria e continuarão a sê-lo. O importante é que os fabricantes avaliem os processos e identifiquem quais as tarefas de menor qualificação, manuais ou repetitivas que podem ser levadas a cabo por tecnologias e quais devem ser asseguradas por pessoas”, continua.

Em todo o caso, lembre-se que a sua empresa deve ter obrigações éticas e práticas na hora de investir na sua força de vendas e de melhorar as capacidades dos seus colaboradores.

Ganhar a guerra pelo talento

Ao contar com cada vez menos talento internacional, terá que imprimir uma mudança fundamental nas estratégias de recrutamento do seu negócio. Para combater esta dificuldade, terá que procurar no mercado interno ou considerar potenciar, com formação, os seus trabalhadores.

Para além disso, terá de encontrar formas criativas de ultrapassar a escassez de talento. Poderá, por exemplo, implementar novas práticas de recrutamento e incluir empresas que antes não iria considerar. Uma investigação recente da Manpower Group refere mesmo que um terço das empresas recrutam pessoas que não estão vinculadas a nenhum grupo de recrutamento e que 36% está a ajustar os seus requisitos de formação ou experiência.

Como empresário, cabe-lhe o papel de analisar tudo o que pode proporcionar aos seus colaboradores para que tenham uma carreira profissional satisfatória, ao mesmo tempo que oferece os melhores benefícios laborais. Ainda que o salário continue a ser um fator essencial, iniciativas como o trabalho flexível também são chave para encontrar e reter talento.

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