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ViDA para PME: o impacto na faturação eletrónica e no reporting de IVA

Descubra como o ViDA vai afetar a faturação eletrónica, o reporting de IVA e os processos das PME portuguesas. 

Uma jovem mulher sentada à sua secretária, concentrada no seu trabalho, com um computador portátil à sua frente e vários documentos espalhados pela mesa
Publicado em 7 minutos de leitura

Como o ViDA vai alterar a faturação eletrónica, o reporting de IVA e os processos administrativos das PME portuguesas.

O ViDA vai introduzir novas exigências de faturação eletrónica e reporting digital que terão impacto direto na forma como as PME emitem faturas, registam operações e comunicam informação fiscal. 

Embora a implementação seja gradual, as PME portuguesas devem começar já a preparar os seus processos para evitar erros, retrabalho e dificuldades de adaptação futuras.

  • Identifique os dados de faturação que precisam de estar corretos e atualizados.
  • Garanta a integração entre faturação, contabilidade e reporting fiscal.
  • Reduza processos manuais para preparar futuras obrigações digitais.

A transformação digital da fiscalidade europeia está a acelerar. Nos próximos anos, muitas empresas terão de adaptar os seus sistemas para responder a novas exigências de reporte e controlo das transações.

De facto, o ViDA representa uma mudança relevante para as PME. O foco não está apenas no cumprimento fiscal. Está também na qualidade dos dados, na automatização dos processos e na capacidade de disponibilizar informação fiável em tempo útil.

PARTILHE! O ViDA vai acelerar a digitalização do IVA na Europa. As PME que prepararem hoje os seus processos de faturação, contabilidade e reporting terão menos erros, menos tarefas manuais e maior capacidade de adaptação às novas exigências fiscais.

Índice do post

O que é o ViDA e porque deve preocupar as PME?

O ViDA (VAT in the Digital Age) é uma iniciativa da União Europeia destinada a modernizar a gestão do IVA através da digitalização dos processos fiscais.

Para as PME, o mais importante não é compreender todos os detalhes legislativos. O essencial é perceber que o ViDA irá aumentar a importância da qualidade da informação transmitida entre faturação, contabilidade e autoridades fiscais.

Na prática, as empresas terão de garantir que os dados das faturas estão corretos desde a origem. Qualquer erro de identificação, valor ou classificação fiscal poderá gerar inconsistências no reporting.

Além disso, os processos baseados em folhas de cálculo, validações manuais ou duplicação de tarefas tendem a tornar-se mais difíceis de gerir à medida que as exigências digitais aumentam.

Quais serão os principais impactos do ViDA na faturação eletrónica?

O ViDA pretende reforçar a utilização da faturação eletrónica como elemento central dos processos de IVA.

Para muitas PME portuguesas, isto significa rever a forma como criam, enviam e armazenam faturas.

O primeiro passo passa por garantir que os dados dos clientes estão completos e atualizados. Informações incorretas podem gerar problemas de validação e dificultar futuras obrigações de reporte.

Também será importante verificar se os sistemas utilizados conseguem manter a consistência dos dados ao longo de todo o processo administrativo. As empresas devem prestar especial atenção à:

  • Qualidade dos dados de faturação
  • Atualização dos dados dos clientes
  • Classificação correta das operações
  • Registo consistente das transações
  • Arquivo digital organizado

Quanto mais automatizado for o processo, menor será o risco de erros humanos e retrabalho.

Como preparar o reporting digital de IVA?

O reporting digital de IVA irá exigir informação fiável, organizada e disponível em tempo útil por parte da sua empresa.

Por esse motivo, as PME devem começar por analisar a forma como os dados circulam entre os diferentes sistemas da empresa.

Em muitas organizações, a faturação e a contabilidade continuam parcialmente separadas. Isso obriga a exportações, importações e validações manuais que aumentam o risco de erro.

O objetivo deve ser reduzir intervenções manuais e garantir que a informação introduzida na faturação é aproveitada ao longo de todo o ciclo contabilístico.

Também é aconselhável criar procedimentos regulares para validar:

  • Números de identificação fiscal
  • Taxas de IVA aplicadas
  • Dados dos clientes e fornecedores
  • Datas das operações
  • Correspondência entre documentos e lançamentos contabilísticos

Esta preparação permitirá responder com maior rapidez às futuras exigências associadas ao ViDA.

Que processos internos devem ser revistos desde já?

A melhor forma de preparar a sua empresa para o ViDA é identificar pontos de risco nos seus processos atuais.

Muitas PME continuam a depender de documentos enviados por e-mail, inserção manual de dados e múltiplos ficheiros para consolidar informação.

Embora estes procedimentos possam funcionar atualmente, tornar-se-ão mais vulneráveis quanto mais aumentar a necessidade de reporting digital frequente e consistente.

Neste contexto, é recomendável rever:

  • Fluxos de aprovação de documentos
  • Processos de emissão de faturas
  • Integração entre departamentos
  • Validação de dados fiscais
  • Arquivo e consulta de informação

Quanto mais simples e centralizados forem os processos, mais fácil será cumprir futuras obrigações sem aumentar a carga administrativa.

O maior desafio do ViDA não será emitir mais documentos. Será garantir que os dados estão corretos, integrados e disponíveis para reporting digital sem depender de processos manuais.

Como reduzir erros e ganhar eficiência antes da implementação?

As PME que começarem a preparar-se antecipadamente terão uma adaptação mais simples.

Em vez de esperar pela entrada em vigor de novas obrigações, é aconselhável aproveitar este período para melhorar processos internos.

Uma boa prática consiste em criar verificações periódicas da qualidade dos dados utilizados na faturação e na contabilidade.

Também é importante eliminar duplicação de tarefas e reduzir a necessidade de introduzir a mesma informação em diferentes sistemas.

Quando faturação, contabilidade e reporting trabalham sobre uma base de dados consistente, os erros diminuem significativamente.

Além disso, a empresa ganha maior visibilidade sobre a sua atividade e consegue responder mais rapidamente a requisitos fiscais e administrativos.

À medida que o ViDA impulsiona a digitalização da faturação e do reporting de IVA, torna-se cada vez mais importante trabalhar com informação centralizada e consistente. 

O Sage 50 ajuda as PME a integrar faturação e contabilidade, reduzir erros administrativos e preparar os seus processos para futuras obrigações fiscais digitais.

O ViDA representa mais um passo na digitalização do IVA na União Europeia. Para as PME, o foco deve estar na qualidade dos dados, na integração dos processos e na redução de tarefas manuais

Preparar estes aspetos hoje permitirá cumprir futuras obrigações com menos esforço e maior eficiência. 

Perguntas frequentes

Quando entra em vigor o ViDA?

A implementação será gradual ao longo dos próximos anos, com diferentes calendários para cada medida prevista pela União Europeia.

O ViDA obriga todas as PME a utilizarem faturação eletrónica?

As exigências dependerão das regras aplicáveis a cada operação e da evolução da legislação nacional e europeia.

Qual é o principal desafio para as empresas?

Garantir que os dados das faturas são corretos, consistentes e integrados com os restantes sistemas da empresa.

Como pode uma PME preparar-se desde já?

Deve rever os seus processos de faturação, validar dados regularmente e reduzir dependências de tarefas manuais.

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