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Voluntariado corporativo: como motivar os seus colaboradores a participarem em iniciativas da empresa?

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Três pessoas numa obra

Empresas grandes, pequenas, familiares ou start-ups: todas elas feitas de pessoas. Pessoas diferentes, com culturas e mentalidades distintas, que carregam bagagens diversificadas e seguirão, certamente, caminhos variados. Deve, no entanto, existir um aspeto em comum em todos os colaboradores de uma empresa: representação dos valores, da missão e da visão que esta defende.

Os valores de uma empresa devem estar definidos desde o primeiro dia, podem alterar-se à medida do tempo, atualizar-se conforme a atualidade ou ir adaptando-se à sua envolvente. Contudo, estes devem ser estabelecidos à partida. Adicionalmente, necessitam de ser partilhados com todos os potenciais colaboradores e colaboradores para, em seguida, serem incutidos na cultura e no dia a dia da empresa. Esta estratégia é o ponto de partida para uma cultura inclusiva, na qual todos se sentem integrados. Quando as empresas têm este princípio como base, torna-se mais fácil envolver os colaboradores em iniciativas da empresa, sejam estas a nível interno ou externo.

Analisando valores ou métodos de trabalho das empresas, muitos deles passam, e bem, pela colaboração, pela inter-ajuda e por ajudar o próximo. Para este mindset, uma excelente iniciativa das empresas é a implementação de voluntariado corporativo, junto dos seus colaboradores. Esta irá promover e ajudar a incutir todos esses valores defendidos.

O voluntariado corporativo passa por implementar uma estratégia de responsabilidade social na empresa em causa, incentivando, assim, o apoio a projetos sociais. Normalmente, envolve a dedicação de tempo ou doações monetárias, fruto dos lucros, a estas causas. Podem incluir suporte a grupos desfavorecidos ou vulneráveis, a instituições de solidariedade, a causas de melhoria sustentável ou ambiental, entre outros.

Uma estratégia vencedora

O voluntariado corporativo é visto como uma estratégia win-win-win. Significa que traz benefícios às três partes integrantes. Em primeiro lugar, é benéfico para a empresa que promove a iniciativa, pois promove uma atividade que estimula o espírito de equipa entre os seus colaboradores, aumenta a produtividade da empresa (direta ou indiretamente) e fundamenta, ainda, uma melhor imagem no mercado. Traz benefícios para os colaboradores da empresa, no sentido em que se sentem melhores com eles mesmos, adquirem experiência noutras áreas, trabalham em equipa, por vezes até com colegas que não interagem no dia a dia, e sentem-se mais felizes, identificando-se com a empresa e com as causas que esta defende. Benéfico, por último, para a instituição apoiada, pois tem um aumento nos apoios e sustentos, sejam estes monetários ou não.

Os tipos de projetos de voluntariado que podem ser implementados a nível corporativo são muito variados e é possível fazer uma seleção que agrade a todos. No caso de apoio a instituições de solidariedade, estas podem ir desde angariação de fundos a contribuições para tarefas do dia a dia ou até mesmo tarefas que não consiga executar, por falta de recursos ou de materiais. Como por exemplo: montagem de equipamentos, cuidados a grupos de pessoas mais vulneráveis, distribuição de bens essenciais ou apoio a nível psicológico. No que toca ao meio ambiente, também é possível fazer ações de voluntariado que promovam a sustentabilidade: limpeza de praias ou florestas, recolha de lixo em espaços públicos, entre outras atividades. Só é necessário sermos criativos! É muito fácil encontrar quem precise da nossa ajuda.

Hoje em dia, vivemos num contexto que torna mais complicada a aplicação de muitas das estratégias que idealizamos. Com a situação que enfrentamos atualmente, a pandemia causada pelo Covid-19, o teletrabalho começa a fazer parte da rotina diária de muitas empresas e de muitos trabalhadores. Apesar de nos termos adaptado a esta nova realidade e de termos encontrado novas formas de fazer o que antes fazíamos no nosso local de trabalho, há muitas delas que ficam aquém das expectativas. Mas a verdade é que o voluntariado corporativo não tem de ser uma delas. Claro que a socialização e o contacto são pontos muito importantes nesta iniciativa, no entanto, sem estes não se torna impossível de realizar projetos no âmbito do voluntariado.

Nesta nova fase, descobrimos e redescobrimos muito! Aprendemos, essencialmente, a valorizar tudo aquilo que temos e que existem muitas formas de superar os obstáculos com que a vida nos desafia. O voluntariado corporativo não é exceção, há realmente formas de contornar o online no sentido de implementarmos a colaboração nos valores empresariais. Tal como passamos as reuniões presenciais, os cafés a meio da manhã, os jantares de aniversário e muito mais para videochamadas através do digital, o voluntariado também é possível.

Em primeiro lugar, é necessário entender quais as maiores dificuldades das instituições que a empresa apoia, nesta fase. Em seguida, estudar qual a melhor forma de ajudar, utilizando os recursos da empresa da melhor forma, sempre remotamente: recursos que tenham uma vertente mais humanitária e mais empática podem dar apoio psicológico a pessoas que passem por uma fase mais difícil; recursos com uma vertente criativa e comercial podem implementar um plano de marketing, criando peças para promover em redes sociais e, assim, angariar ainda mais fundos; recursos administrativos podem dar apoio na gestão da própria instituição; entre muitos outros exemplos que podem ser feitos por videochamada. Basta termos imaginação e, acima de tudo, querer ajudar. Tudo isto é possível, gerindo recursos e aproveitando todas as competências dos colaboradores.

Não é necessário deixarmos de fazer as nossas rotinas e o que nos faz feliz, apenas temos de redescobrir novas formas de o fazer, desde que faça parte dos nossos valores, da nossa cultura e da nossa forma de ser.

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