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Os departamentos de RH em tempos de mudança

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Engenheiro trabalha em projeto

De acordo com dados recentes reunidos pela Randstad, entre as carreiras universitárias com maior taxa de emprego estão as engenharias: eletrónica, informática e de comunicações. Carreiras ligadas à saúde, como Medicina, surgem logo a seguir.

Estes estudos apontam para uma taxa de desemprego inferior a 10% nestas áreas. Em sentido contrário, Belas Artes ou História apresentam valores de desemprego na ordem dos 40%. Quer isto dizer que estamos condenados a enveredar por uma carreira mais técnica?

O valor das Letras

Não há margem para dúvidas: as coisas vão mudar nos próximos anos. Principalmente à medida que a onda de automatização se vai estendendo e impactando várias áreas do tecido empresarial.

Numa palestra no início deste ano, o investidor e multimilionário Mark Cuban (também proprietário da equipa de basquetebol Dallas Mavericks) vaticinou que “dentro de uma década, uma licenciatura na área das humanidades vai ter mais valor que uma licenciatura em programação”.

Para Cuban, a inteligência artificial vai transformar por completo o mercado de trabalho. “A inteligência artificial não precisa de encaixar num perfil A ou B, já que será capaz de aprender várias tarefas sozinha”.

Postos de trabalho que hoje têm uma elevada procura, como os que estão ligados à área informática ou das finanças, vão-se transformar por completo. E aos que se queiram destacar nestas profissões, é provável que já não seja essencial o conhecimento matemático, ou uma natural habilidade para manusear diferentes tipos de software.

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A revolução nas capacidades de trabalho

Os peritos em recursos humanos falam numa skills revolution prestes a acontecer. Manuel Hidalgo, professor e especialista na área, descarta que a febre da automatização venha a causar um tsunami de desemprego. Mas deixa um alerta: vamos assistir a uma mudança profunda nas tarefas a realizar.

Para Hidalgo, os trabalhadores que se queiram destacar neste mundo em mudança devem ter uma grande capacidade de adaptação à mudança e bastante habilidade para resolver problemas – mais do que conhecimentos aprofundados numa só matéria.

É neste contexto que são valorizadas as chamadas soft skills, ligadas à comunicação, ao trabalho em equipa e à inteligência artificial, em vez das tradicionais hard skills – o tal conhecimento profundo sobre uma matéria, mas estático. Um estudo realizado no Estados Unidos mostra mesmo um dado contundente: 94% dos candidatos com soft skills têm mais oportunidade de vir a ser promovidos, do que outros com mais experiência.

As empresas que lideram o mercado tecnológico estão atentas a esta mudança de paradigma e procuram cada vez mais contratar profissionais eternamente curiosos, do que peritos conformados. Learnability, ou a capacidade de aprender novas capacidades e conhecimentos, é uma imposição se quiserem manter-se no mercado de trabalho a longo prazo.

Empregados que se adaptam vs. qualificados

Um estudo interno da Google realizado em 2018 revelou que os grupos mais inovadores e produtivos não eram aqueles formados por técnicos puros, mas sim os mais interdisciplinares, dados à colaboração e à comunicação – os mais empáticos, em suma. No gigante tecnológico, os peritos em RH preferem candidatos que se enquadrem na cultura da empresa. Não nos aspetos tradicionais, mas de acordo com a googliness: prontos para trabalhar em equipa e atentos à mudança constante.

Também o Twitter chegou a conclusões semelhantes. Um inquérito interno revelou que a rede social privilegia o trabalho em equipa, a comunicação, o pensamento crítico, a capacidade para falar em público e uma escrita persuasiva.

Tendo em conta a realidade atual, pode custar a crer que as soft skills alguma vez venham a ter a importância que os peritos em RH lhes atribuem agora. Mas tudo leva a crer que a inteligência artificial e a automatização vão mudar radicalmente o panorama na próxima década. E, se não queremos perder a batalha pelo emprego, devemos estar todos atentos e abertos à mudança.

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