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Empreendedorismo: onde procurar apoios

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Homem trabalhando numa mesa

Esta é sem dúvida a época de ouro do empreendedorismo. O Portugal de Salazar, – fechado e composto de empresas tradicionais e que nada arriscavam -, deu lugar a um país cheio de empreendedores, que segue a tendência mundial de explosão de startups e unicórnios.

Neste novo mundo entusiasmante em que tudo parece possível, assim se tenha uma boa ideia de negócio, convém ter os pés bem assentes na terra para que aquilo que tinha tudo para correr bem não se transforme numa catástrofe. As estatísticas são, de resto, esmagadoras: estima-se que sete em cada dez startups não sobrevivem mais do que cinco anos e que muitas não passam sequer do primeiro ano.

Todos os apoios são, por isso, preciosos. Tanto financeiros como de consultoria e assessoria ao lançamento e boa gestão dos negócios.

Onde estão os apoios financeiros

Comecemos então pelo dinheiro para o investimento. Os bancos são o recurso tradicional, mas, não só dificilmente as instituições estão interessadas neste tipo de cliente, como começar um negócio logo com um endividamento pesado às costas pode ser meio caminho andado para o desaire. Fica então, quem sabe, para mais tarde.

Existem vários apoios comunitários para empresas e empreendedores, no âmbito do já famoso Portugal 2020, tendo sido criado pelo Governo, recentemente, um site, o ‘Portal da Competitividade’, onde estão reunidos todos os apoios disponíveis.

Dentro do site, há uma secção dedicada apenas a empreendedores. Há vários programas de apoio financeiro, consoante a área de atividade em causa e a região do país em que se encontra, por exemplo. A filosofia do Portugal 2020 é, com recurso a fundos comunitários, apoiar a competitividade do tecido empresarial português – composto em mais de 90% por pequenas e médias empresas – e a sua internacionalização.

Para apoiar o acesso a estes programas, existe o Balcão 2020, ponto de acesso ao Portugal 2020, ou seja, aos programas do FEEI (Fundos Europeus Estruturais e de Investimento), que concentra informação sobre os financiamentos que existem, qual o que mais se adequa ao perfil da empresa/projeto candidato, os vários passos para apresentar uma candidatura e o acompanhamento ao projeto nas suas várias fases.

Que assessoria para os novos negócios

O novo século e, sobretudo, o pós-Troika, trouxe não só mais empreendedorismo, mas também infraestruturas de apoio a essas novas ideias e novos projetos. Um bom ponto de partida para saber o que existe na sua região e na sua área de atividade é consultar o site da Rede Nacional de Incubadoras e Aceleradoras. Aqui estão as estruturas de apoio deste tipo existentes no país, criadas quer por universidades, polos científicos e tecnológicos ou autarquias, empresas privadas e entidades estrangeiras. Aqui promove-se também o cruzamento de redes de mentores e investidores, informação sobre possibilidades de cooperação e partilha de recursos físicos e know-how.

Existe ainda a Associação Empresarial de Portugal (AEP), a maior associação de empresas do país, que presta aos seus associados serviços de consultoria técnica e apoio ao desenvolvimento empresarial.

Para os mais jovens empreendedores, há também a ANJE. A Associação Nacional de Empresários apoia e representa jovens empresários no arranque e desenvolvimento dos seus projetos de negócios, nomeadamente em termos de aconselhamento, formação e acesso ao financiamento.

IAPMEI

Outro bom ponto de partida pode mesmo ser o site do IAPMEI. Sob a tutela do Ministério da Economia, o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação tem entre as suas áreas de atuação o empreendedorismo e conta com os seus próprios programas de incentivo.

Existem três em concreto: o Stand Up, destinado a promover o surgimento de “novas ideias, novos projetos e novos talentos”; o Start Up, focado na melhoria de competências e maior criação de valor; e o Scale Up, para assegurar às novas empresas “as condições de financiamento necessárias ao seu desenvolvimento”.