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Indústria Alimentar: digital não é uma opção é a única direção!

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Colaborador em mercearia

A jornada da humanidade tem sofrido alterações ao longo do tempo e a revolução industrial no início do século passado foi o mote para uma transformação ao nível dos nossos hábitos pessoais e profissionais, das nossas relações, do modo como trabalhamos, da forma como nos movemos, no geral, da forma como nos organizamos.

A evolução da tecnologia e do mundo digital paralelamente com o desenvolvimento da internet vieram acelerar os processos de globalização e digitalização, o que conduziu a tempos de maior aceleração e complexidade, “obrigando” as organizações a procurar por mais, melhor e diferente.

Urge no tempo a necessidade de transformar o nosso negócio, de utilizarmos a tecnologia a nosso favor, a favor da otimização dos processos e das pessoas, em prol de uma organização mais centrada na eficiência, na experiência de utilizador, na segurança e na sustentabilidade.

«You never change things by fighting the existing reality.
To change something build a new model that make the existing model obsolete.»
Buckminister Fuller – Visionário, Designer

No passado, as grandes empresas lutaram contra a internet, e a internet acabou por ganhar a batalha. Aqueles que se adaptaram, que foram adquirindo competências tecnológicas, que inovaram e adaptaram os seus processos lideraram e tiveram sucesso, como: Ebay, Paypal, Amazon, Domino’s Pizza, Budweiser, entre outras.

A digitalização veio para ficar, é um evento sem retorno e como tal, as indústrias e as organizações têm, neste novo aliado, motivos para serem mais eficientes, sustentáveis e inovadoras. Apenas têm de se adaptar aos tempos atuais e ao seu contexto!

No contexto da Indústria Alimentar, as organizações para se adaptarem necessitam de investir, e, atualmente, as tecnologias digitais chave passam pela: Robótica, Serviços móveis, Tecnologia Cloud, Internet-of-Things, Cibersegurança, Big Data e Analítica avançada, Impressão 3D, Inteligência Artificial e Social Media.

Os consumidores, também eles cada vez mais nativos digitais, ditam tendências e as indústrias adaptam-se, quer na forma como comunicam e desenham as suas estratégias de marketing, no modo como comercializam os produtos, no aumento e disponibilização de marcas brancas, na apresentação de novas embalagens, na distribuição dos produtos, na presença local ou online.

As exigências impostas, na Indústria Alimentar, num mundo global, digital e cada vez mais conectado são vastas. Por um lado é determinante estar atento e atender as necessidades e características dos vários tipos de consumidores (Baby boomers, geração X, geração Y ou Millennials, geração Z ou Centennials), por outro tem de se dar a devida importância aos desafios internos das organizações tais como:

  • Minimização do desperdício;
  • Redução de custos;
  • Minimização de riscos;
  • Aceleração dos processos de conformidade legal ou normativa;
  • Rápida adaptação ao mercado.

Estes desafios, que a Indústria Alimentar enfrenta, têm sido endereçados pelas organizações através de (1) políticas de redução de custos operacionais e de produto, (2) políticas de crescimento para novos mercados, segmentos ou locais geográficos e (3) numa melhoria da performance operacional.

Se, por um lado, é necessário recorrer a políticas de redução de custos, por outro, é necessário efetuar investimentos. No entanto, é claro que a decisão em investir na digitalização melhora as operações e as vendas e aumenta a eficiência nos custos e na produtividade.

Ao fazer face a estes desafios, internos e externos, as organizações tornam-se mais competitivas, adaptando-se e transformando-se a três níveis: Tecnologia, Processos e Pessoas. Ou seja, criando uma verdadeira estratégia de Transformação Digital.

O processo de digitalização permite não só otimizar processos e responder aos desafios internos das organizações, mas também oferecer experiências novas aos seus clientes. Desta forma, desenvolve-se a oportunidade de criar jornadas e experiências do cliente inovadoras que possam ir de encontro com as suas necessidades, criando assim, relações duradouras e sustentáveis.

Esta é a grande diferença entre organizações líderes digitais, modernas e progressistas e aquelas que são convencionais e acomodadas ao “business as usual” do dia-a-dia. Logo, para ser uma empresa sustentável e Líder Digital é necessário cumprir no mínimo quatro pontos:

  • Alinhar as iniciativas digitais com a estratégia corporativa;
  • Criar uma cultura digital que seja rápida e ágil;
  • Criar sinergias entre pessoas, processos e tecnologia;
  • Encontrar e desenvolver as oportunidades proporcionadas pela cultura da digitalização.

Indústria Alimentar

A Transformação Digital na Indústria Alimentar e das Bebidas – Estudo IDC

Download Gratuito

Uma vez colocada em prática o alinhamento da estratégia corporativa com as iniciativas digitais e estando as organizações dotadas das tecnologias adequadas, dos processos otimizados e de pessoas culturalmente adaptadas ao digital, é certo que a digitalização tem um impacto e um aumento direto na receita e no lucro.

«The cost of being wrong is less than the cost of doing nothing»
Seth Godin – Autor livros de negócios, Marketeer

Existem organizações que, por fruto de uma estratégia mais conservadora, por estarem acomodadas ao dia-a-dia, por falta de visão e monitorização das tendências de mercado, por incapacidade de investimento, ou por outros motivos, consideram que não faz sentido seguirem o caminho da transformação digital.

No entanto, atualmente, essa escolha não pode ser uma opção, pois tem custos superiores à execução de uma transformação digital que possa ser menos conseguida. Todas as nossas decisões podem ter custos tangíveis e/ou custos intangíveis e, a longo prazo, podem determinar a sustentabilidade de uma organização.

A não execução de uma transformação digital pode acarretar com alguns dos seguintes custos:

  • Afastamento de processos e de ofertas tecnológicas inovadoras, leva à possibilidade das organizações perderem a relevância no mercado;
  • Incapacidade de aceder e/ou recolher dados em tempo real e executar uma analítica avançada para melhorar processos, que permita criar ofertas de valor adequadas ao consumidor final;
  • Organizações que não evoluem e se adaptam no espaço e no tempo, por norma, perdem quota de mercado;
  • Dificuldade em reter colaboradores nos seus quadros, uma vez que as novas gerações de trabalho são totalmente digitais e gostam de trabalhar em ambientes inovadores;
  • Perder a capacidade escalar a venda através do “mundo” digital e comercializar os produtos a nível global;
  • Diminuição de produtividade fruto de falta de ferramentas colaborativas e de uma gestão adequada a novos processos e pessoas.

Sendo a velocidade de adaptação e transformação dois fatores de competitividade e diferenciação na Indústria Alimentar, torna-se em vantagem competitiva se as organizações que se transformam digitalmente invistam em:

  1. Ferramentas e sistemas que tenham capacidade de armazenamento, acesso e processamento a dados;
  2. Sistemas com a capacidade de escalar o armazenamento e o processamento;
  3. Aplicações que possam efetuar processamento e analise massiva de dados, que utilizem inteligência artificial e analítica avançada;
  4. Ferramentas capazes de criar previsões e gerir processos de negócio;
  5. Aplicações que possam ser parametrizadas e facilmente adaptadas consoante as necessidades do utilizador.

Não existem fórmulas perfeitas e nos negócios muito depende do contexto interno e externo das organizações. No entanto, tendo em conta as tendências globais, as tecnologias disponíveis no mercado, a complexidade dos modelos de negócio e os custos inerentes por não nos adaptarmos. Podemos dizer, que a transformação digital, não é uma opção, é uma condição mandatória, e com o tempo iremos assistir a uma separação natural entre as empresas de sucesso e futuro que investiram na digitalização e aquelas que não o fizeram e escolheram como destino sobreviver e inevitavelmente fracassar.