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Radiografia do consumidor pós-covid: mais consciente da sustentabilidade

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Contabilista sentada em secretária

O consumo sustentável era uma tendência antes da eclosão da pandemia. No entanto, os números atuais apontam para uma consolidação do consumo responsável. O principal catalisador tem sido a digitalização global que afeta quer os consumidores quer as empresas.

Consumidor pré-covid vs. consumidor pós-covid: diferenças

Em que difere o consumidor pré-pandemia do pós-pandemia, tendo em conta que em ambos os perfis existe uma forte consciencialização sobre o “consumo responsável”?

  • Consumidor pré-covid

Antes da irrupção do coronavírus, os consumidores estavam cientes da falta de informação relativa a determinados produtos. Esta situação afetava diretamente a perceção das decisões “ecológicas” de compra. Por conseguinte, não era claro para o cidadão em que medida a aquisição de um produto ou serviço tinha impacto no meio-ambiente.

Mas é indiscutível que a rede se tornou no epicentro de todas as práticas sociais. A Internet já não se limita a servir de veículo para aproximar as pessoas ou procurar informação, também é utilizada para consumir produtos e contratar serviços.

Uma elevada percentagem de consumidores, antes de comprar um produto, procura-o na Internet.

  • Consumidor pós-covid

Atualmente navegamos num mar digital que se assemelha mais a um grande armazém virtual do que a uma ferramenta que se limita a facilitar procuras ou consultas. Agora, o utilizador tem acesso a uma infinidade de detalhes dos produtos que pretende consumir. E fá-lo sem necessitar sair de casa.

Surge assim o novo consumidor da era pós-pandemia, um indivíduo totalmente dependente do seu dispositivo móvel na hora de comprar, que tem, a um clique de distância, todas as especificações sobre o bem que pretende adquirir. Onde foi fabricado um artigo? Com que materiais? A que fins destina os lucros obtidos a empresa vendedora em questão? Todas estas informações não são mais um mistério para o utilizador.

A era pós-pandemia gerou um perfil de utilizador que prefere investir em vez de gastar.

Principais características do consumidor pós-covid

Como antecipámos, os utilizadores já praticavam um consumo mais responsável na era pré-pandemia. No entanto, a crise sanitária acelerou esta tendência. Mas que outras características definem o consumidor pós-covid?

  • Mentalidade sustentável: cada vez são mais os consumidores que exigem que as empresas transformem os seus processos em modelos mais sustentáveis. A rejeição do plástico, a cultura vegana ou o aumento no consumo de alimentos biológicos começam a marcar as tendências gerais de compra.
  • Rutura com o individualismo: O confinamento criou um perfil muito mais preocupado com o bem-estar geral que o individual, gerando mudanças de atitude no consumo que implicam, necessariamente, uma mudança nas ações das empresas.
  • Preferência pela proximidade: Como resultado das restrições à mobilidade, os consumidores preferem agora os negócios próximos. Não há dúvida de que estes estabelecimentos se transformaram nos seus melhores aliados para cumprir as normas de segurança sanitária, além de contribuir para uma maior comodidade.
  • Consolidação da cultura da reciclagem: A rejeição social pelo plástico ou pelo desperdício de certos materiais está a afetar diretamente o comércio a retalho. Atualmente, o número de empresas que se debruçam sobre a forma de obter receitas para além da frequência de compra está a aumentar. Certamente já ouviu o slogan “traga o que não usa e oferecemos-lhe um cartão presente”.
  • Preocupação pela saúde: A sociedade pós-covid está mais preocupada com a sua saúde e, consequentemente, também com os alimentos que consome. Neste sentido, grande parte do sector alimentar está a viver uma transformação brutal, adotando práticas que começam a afastar-se do abuso da exploração animal e dos terrenos naturais.

Como é que o novo perfil do consumidor pós-covid afetou as empresas?

O Slow turism face à pegada ambiental gerada pelo turismo, linhas ecofriendly para encobrir as já de si poluentes práticas da indústria da moda, um setor alimentar mais respeitador com o ambiente… As empresas funcionam sob a lei da oferta e da procura, por isso era apenas uma questão de tempo até abraçarem a sustentabilidade, numa altura em que a maioria dos consumidores já o fez.

Além disso, para além das políticas ambientais implementadas por cada organização, existem soluções tecnológicas que abrem caminho a um modelo empresarial mais sustentável.

As empresas devem estar em sintonia com as preferências dos consumidores.

De que forma um software de gestão empresarial ajuda à sustentabilidade?

  1. As organizações que utilizam software de gestão inteligente cumprem os requisitos das leis ambientais. De fato, existem atualmente programas que geram alertas sobre as novidades legais nestas e outras matérias relacionadas.
  2. Ao automatizar-se todos os processos, reduzem-se os custos, a burocracia e o tempo nas diligências, pelo que, além disso, as empresas se tornam muito mais competitivas.
  3. O teletrabalho impôs-se. Como resultado, as emissões de CO2 foram reduzidas pela realização das diligências à distância ou a partir de casa. O automóvel, por exemplo, um dos meios mais utilizados para ir trabalhar, é o principal responsável pelos gases de efeito estufa ou pela má qualidade do ar nas cidades.
  4. Um software de gestão inteligente ajuda as organizações a aproveitar melhor os recursos disponíveis dentro do projeto ou empresa, ajudando a economizar ou eliminar certos aspetos não desejáveis dentro dos diferentes processos.

O consumidor tradicional perde força, dando lugar a um cidadão mais preocupado pelo que consome e pela sustentabilidade das empresas.

Em suma, o utilizador que aposta pela quantidade face à qualidade está a extinguir-se, o que leva muitas empresas a mudar a sua forma de entender os processos de negócio.

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