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Teletrabalho: que impacto teve nas organizações do setor a retalho?

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Durante a pandemia, o setor a retalho teve que se adaptar em contrarrelógio para atender às compras online, enfrentando desafios logísticos sem precedentes.

Os relatórios revelam que o impacto das ferramentas para o teletrabalho foi, sem dúvida, positivo, uma vez que permitiram salvaguardar a atividade.

Como resultado do confinamento, o comércio a retalho físico passou à história. Pelo menos, aparentemente. Mas o teletrabalho irrompeu como uma solução de garantia de continuidade de muitos comércios, que tiveram a necessidade de adquirir ferramentas tecnológicas para realizá-lo com sucesso.

Qual foi o impacto do teletrabalho no setor a retalho? Que iniciativas foram lançadas para o adotar? De que ferramentas tecnológicas se valem as empresas para atender a procura à distância? Aqui, damos-lhe todas as respostas.

Que impacto teve o teletrabalho no setor a retalho?

O relatório “Resetting Normal: redefinindo a nova era do trabalho”, publicado pela Adecco no segundo trimestre de 2020, revela que o setor a retalho é o terceiro mais valorizado pelos utilizadores inquiridos (68%). À frente está o setor da saúde (79%) e o setor da limpeza (73%).

Estes dados mostram que a experiência maciça do trabalho à distância teve um impacto positivo no setor a retalho, que foi capaz de enfrentar um crescimento desmedido das encomendas online como consequência do confinamento. Mas, como em todas as mudanças, a adaptação não tem sido fácil, e devem ser avaliadas uma série de áreas ou recursos que desenvolvemos de seguida.

Investir para abastecer

O setor a retalho da alimentação em Portugal, por exemplo, registou picos de procura imprevisíveis, com o consequente aumento nos serviços de entrega ao domicílio.

Esta situação, por um lado, complicou a atividade de toda a cadeia de operadores, e, por outro, obrigou a pôr em prática decisões que garantam o abastecimento, como as seguintes:

  • Ter uma quantidade máxima de unidades do mesmo produto por pessoa.
  • Reforçar o pessoal na caixa e na distribuição de encomendas ao domicílio.
  • Contratar pessoal de reposição, de armazenamento e de distribuição.
  • Ir a plataformas virtuais para realizar reuniões e informar o pessoal sobre as suas tarefas.

Ter um e-líder

A COVID-19 representa um enorme desafio no plano da tomada de decisões. Afinal, liderar em tempos de crise não é fácil. Menos ainda quando uma empresa, cuja sobrevivência depende do abastecimento, deve atender às encomendas à distância e, paralelamente, adaptar o seu funcionamento ao teletrabalho, incluindo a e-formação da equipa, e a adaptação a novas ferramentas tecnológicas para a atividade à distância.

Neste sentido, o e-líder apresenta-se como um profissional fundamental que utiliza ferramentas digitais de informação e comunicação. Algumas das suas tarefas são a conceção, planificação, comunicação e gestão do trabalho à distância.

O e-líder serve de guia para que o impacto negativo da adaptação ao teletrabalho dentro de uma empresa seja amortecido

Entre as qualidades que um e-líder deve ter estão:

  1. Resiliência: a empatia para com os empregados e clientes, bem como a firmeza na tomada de decisões, garantindo um melhor desempenho empresarial.
  2. Visão de futuro: um e-líder deve ser capaz de detetar novas oportunidades de negócio durante uma crise.
  3. Rapidez na tomada de decisões: tomar medidas críticas no curto prazo é fundamental para fazer avançar o negócio.
  4. Capacidades comunicativas: inspirar e motivar os empregados é fundamental para garantir o bom funcionamento interno, o que acaba por ter um impacto positivo sobre o último elo da cadeia, o SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente).

A digitalização das lojas

Um grande número de pequenos comerciantes não teve outra alternativa senão digitalizar as suas lojas para poderem continuar a funcionar. Não foi o caso das grandes marcas localizadas em centros comerciais que, embora tenham adotado estratégias online e também visto multiplicadas as suas vendas por esta via, continuam a ter atividade em lojas físicas.

No entanto, para responder com sucesso à procura do cliente por experiências diferenciais, muitas empresas do setor a retalho tiveram que implementar ferramentas próprias do teletrabalho para alcançar os seguintes objetivos:

  • Melhorar a gestão dos dados.
  • Agilizar os processos através da automação.
  • Adquirir ferramentas inteligentes que geram relatórios de previsão da procura.
  • Migrar os modelos de call center dos centros físicos para o teletrabalho, melhorando a experiência de compra quer no serviço de venda quer no pós-venda.

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Benefícios que o teletrabalho traz às organizações do setor a retalho

As mudanças nos padrões de consumo implicam picos e quebras imprevisíveis na procura que ameaçam todo o setor a retalho. O estudo “COVID-19, impacto na situação macro e no setor a retalho” elaborado por Arcano e Jefferies, revela que as vendas nos supermercados, que sofreram um aumento entre 1% e 5% neste ano, em 2021 poderão diminuir.

Este mesmo relatório prevê que setores como o da moda ou o delivery cairão 35% e 40% respetivamente, apesar do seu aumento em 2020. Para fazer face a estes dados, nada lisonjeiros, a lógica obriga as empresas a reduzir os seus custos. E o teletrabalho apresenta-se como uma extraordinária ferramenta cuja implementação, mais do que um obstáculo, transformou-se numa solução que garanta a continuidade das empresas, a baixo custo e com a tecnologia como fio condutor.

De que forma o teletrabalho beneficia as organizações do setor a retalho?

Maior compromisso da equipa com a empresa

  • Graças à tecnologia, os trabalhadores podem aceder remotamente à sua conta de empregado, desfrutar de ferramentas mais colaborativas e de produtividade e a comunicação interna é favorecida.

Redução da despesa indireta

  • Embora a adoção do teletrabalho implique investir fortemente em tecnologia, é o caminho mais rápido para a redução da despesa indireta do negócio (custos derivados da relação com fornecedores, a gestão do SAC, a colaboração entre os diferentes departamentos, etc.).
  • Para ultrapassar estes desafios, o software de gestão voltado para a implementação do teletrabalho já funciona como uma ferramenta de estratégia multifuncional, que incorporam ferramentas analíticas inteligentes e colaborativas.

A comunicação é mais eficaz

  • A utilização de um software que lhe permita integrar com outras plataformas, como é o caso do Microsoft 365, facilita a implementação do teletrabalho, tornando as reuniões muito mais eficientes, já que tendem a ser mais curtas e ágeis, permitindo cumprir com a agenda e facilitando a forma de enfrentar as mudanças de última hora.

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Gerar relatórios de previsão da procura

  • business intelligence é uma das funcionalidades que os software de gestão empresarial mais modernos possuem atualmente.
  • É capaz de medir, controlar e prever os resultados, incidindo positivamente na tomada de decisões rápida e eficaz diante dos picos ou quebras na procura.

A era do teletrabalho teve um impacto muito forte em todas as empresas. Aqui foi descrita a forma como decorreram essas mudanças e a adaptação no setor a retalho.