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Cinco tendências do comércio eletrónico que vieram para ficar (depois do coronavírus)

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O comércio eletrónico é um dos poucos setores que foram reforçados com a COVID-19, afirmando importantes tendências dentro do negócio online.

  • 60% da população continuará a procurar produtos através de ferramentas digitais depois da pandemia.
  • Este novo hábito já se tornou uma rotina entre os utilizadores, gerando novas tendências e postos de trabalho dentro do comércio online, que revelamos nesta publicação.

Nas últimas semanas, o comércio eletrónico teve em média 40% mais compradores do que em 2019. E, embora esta tendência de subida esteja a estabilizar, sem dúvida a COVID-19 marcou um antes e um depois no consumo online.

Como é que a pandemia afetou o comportamento do consumidor tradicional? Será que as empresas estão preparadas para as novas tendências do negócio online? Nesta publicação, damos todas as respostas.

Os novos hábitos de consumo depois da crise

Sem dúvida, a situação provocada pelo coronavírus empurrou o setor online para novas alturas, perdendo-se até o medo de fazer compras por Internet.

A consultora MARCO revela, numa das mais recentes sondagens, que 60% dos consumidores fazem mais compras por Internet. E nessa percentagem estão incluídas as pessoas com mais de 65 anos, um coletivo que descobriu a conveniência de comprar por Internet e que, antes de rebentar a pandemia, se mostrava reticente em recorrer à rede como canal de compra.

Adicionalmente, enquanto na era “pré-Covid” era normal realizar compras online no setor da moda ou da tecnologia, o hábito pós-confinamento assistiu a um crescimento de 9% no setor do “Grande Consumo” (comestíveis, cuidado pessoal, etc.), segundo um estudo da consultora Kantar.

Tudo isto levou ao nascimento de um novo consumidor online que, além de procurar imediatismo, compras personalizadas ou canais de pagamento seguros, também inclui todas as faixas etárias.

O setor do grande consumo online viu um crescimento de 9% com origem na pandemia.

As novas tendências do negócio online

  1. Blockchain

blockchain, ou blocos encadeados criptografados, é uma tecnologia emergente dentro do comércio eletrónico. Permite realizar transações diretas entre utilizadores, sem que intervenham intermediários. Desta forma, a gestão é descentralizada e fornece-se a todos os participantes o mesmo livro de registo ou base de dados.

Esta tecnologia é desenvolvida sobre plataformas que se comunicam através de redes de pares iguais (P2P) através de ligações à Internet e a grande velocidade, oferecendo aos clientes uma melhor experiência de compra.

  1. Big Data

Já ouviu as expressões “produtos que lhe podem interessar” ou “lista de desejos”? Big Data, um processo de recolha e análise de grandes quantidades de informação, é o responsável por esta funcionalidade. Visto que 45% dos consumidores de comércio eletrónico preferem comprar numa página que recomende produtos de maneira personalizada, as empresas não podem ignorar esta estratégia.

Definitivamente, os macrodados são capazes de analisar os hábitos de compra do utilizador, lançando ofertas personalizadas que geram consumo compulsivo.

  1. Realidade aumentada

A realidade aumentada (AR, Augmented Reality) está a viver um crescimento brutal no negócio online. E, embora não seja um recurso novo no mercado (Pokémon Go, por exemplo, alcançou os 500 milhões de descargas depois de dois meses no mercado), tanto o e-commerce como o retalho físico estão a aperceber-se do seu enorme potencial.

Esta tendência oferece mensagens muito mais eficazes. Além disso, oferece valor acrescentado: diminui a taxa de devolução porque se reduz a discrepância entre a expectativa do produto visualizado e o real.

  1. E-commerce nas redes sociais

A compra online através do smartphone ganha cada vez mais adeptos, transformando as redes sociais em mais uma plataforma de e-commerce. É precisamente através do telemóvel que o utilizador costuma ligar-se a este tipo de plataformas, pelo que comprar através de redes como o Instagram (que já conta com 1.000 milhões de utilizadores) era uma questão de tempo.

  1. A sustentabilidade

Atualmente, são cada vez mais os consumidores que reivindicam a responsabilidade ambiental das empresas e inclusivamente se informam, antes de comprar, para comprovar se as suas políticas são sustentáveis. De facto, segundo um recente estudo, 77% dos utilizadores declaram-se “eco-seletivos”.

É fundamental que as empresas entendam as tendências online atuais para cobrir as exigências futuras. Só assim podem adaptar a sua estratégia às necessidades do mercado e marcar a diferença no ambiente digital.